Sofrer de depressão no “país mais feliz do mundo”

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Com apenas 5,5 milhões de habitantes, naquele que é considerado o “país mais feliz do mundo”, não se vê regularmente manifestações de alegria ou outras emoções positivas

São os altos níveis de confiança e segurança e baixas taxas de desigualdade que explicam a por vezes controversa posição da Finlândia no ranking global de felicidade. Mas muitos especialistas argumentam que essa imagem da Finlândia como uma nação feliz encobre desafios quando se trata de saúde mental – especialmente em relação aos jovens. Alguns acreditam que isso pode até tornar mais difícil para os finlandeses reconhecerem sintomas da depressão e procurarem tratamento.

Jovens suicidas

Embora, comparativamente aos anos 90, as taxas de suicídio na Finlândia tenham caído em todas as faixas etárias, elas permanecem bem acima da média europeia. Um terço de todas as mortes entre jovens de 15 a 24 anos tem o suicídio como causa. De acordo com um relatório de 2018, “Na sombra da felicidade”, elaborado pelo Conselho Nórdico de Ministros e o Instituto de Pesquisa da Felicidade em Copenhaga, cerca de 16% das mulheres finlandesas de 18 a 23 anos e 11% dos jovens dizem que enfrentam sérias dificuldades na vida ou estão em sofrimento. Este nível só é pior entre aqueles com 80 anos ou mais.

Diagnóstico difícil

“Você quase sente que não tem o direito de ficar deprimido quando vive em um país como a Finlândia, onde o padrão de vida é tão alto”, explica Kirsi-Marja Moberg, de 34 anos, que foi diagnosticada pela primeira vez com depressão quando era adolescente e lutou contra a doença ao longo dos seus vinte anos.
Jonne Juntura, um médico de 27 anos que ficou deprimido por seis meses durante os estudos na universidade, concorda: “Na Finlândia, você acha que tudo deve estar bem, mesmo que não esteja”.
“Quando adoeci, tudo estava bem com minha vida. Estava gostando muito da minha escola. Amava meus hobbies. Estava em um relacionamento. Então, não havia nada de errado. Mas, ainda assim, fiquei doente.”
Numa cultura em que a privacidade é valorizada, as manifestações abertas de emoções são raras e até mesmo deitar conversa fora é algo que se evita, reconhecer e discutir a depressão pode continuar um desafio para os finlandeses com a doença.

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Fonte: bbc.com

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