Saúde mental em Portugal: os números que não podemos ignorar

Falar de saúde mental já não é tabu, e os números mostram porque é tão urgente. Em Portugal, cerca de 1 em cada 5 adultos (22,9%) teve uma perturbação psiquiátrica nos últimos 12 meses. Se não é o seu caso, é muito provável que seja o de alguém próximo de si.
O que dizem os dados:
Depressão: segundo o Decreto-Lei 113/2021, a depressão afeta cerca de 10% dos portugueses, e as mulheres estão entre as mais afetadas.
Ansiedade: em 2025, 39,4% das pessoas com 16 ou mais anos tinham sintomas de ansiedade, e 11,3% tinham sintomas graves (INE).
Medicação: 16,4% das mulheres e 7,5% dos homens tomam medicação para a ansiedade com regularidade (INE, Inquérito Nacional de Saúde 2025).
No último ano: 34,6% dos portugueses entre os 18 e os 64 anos tiveram sintomas de ansiedade, burnout, ataques de pânico ou depressão. Entre os 18 e os 24 anos, esse valor sobe para 49,8% (Estudo Nacional de Saúde 2025, Marktest/Medicare).
Quem cuida também sofre: segundo a Organização Mundial da Saúde, Portugal é o 3.º país europeu com mais depressão (44%) e ansiedade (39%) entre médicos e enfermeiros.
Ansiolíticos: segundo dados da OCDE, Portugal está entre os países europeus com maior consumo de ansiolíticos.
Por trás dos números há pessoas
Cada percentagem representa alguém que acorda cansado sem saber porquê, que sente um aperto no peito antes de sair de casa ou que se sente sozinho mesmo rodeado de gente. Se se revê nisto, saiba que não é fraqueza e que não está sozinho.