Jovens com maior risco de depressão podem ser identificados através de um exame

Fonte de Imagem: Adobe Stock

Considerada a doença mais incapacitante do mundo, atualmente a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Segundo uma pesquisa realizada por investigadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, nos últimos cinco anos, a prevalência da depressão entre homens e mulheres entre os 12 e 25 anos de idade subiu uns impressionantes 40%.
Nesse sentido e com o intuito de ajudar a combater a proliferação da patologia, segundo a VEJA, uma equipa de cientistas brasileiros criou um exame de imagem que poderá identificar adolescentes com maior propensão para virem a sofrer de depressão, mesmo antes dos primeiros sintomas começarem a manifestar-se.

O estudo

Numa experiência, com 750 estudantes de escolas do Brasil com idades entre os 6 e 12 anos e sem sinais de depressão, foram submetidos a avaliações psicológicas, psiquiátricas e de neuroimagem. Após três anos, 90% dos participantes foram novamente avaliados aplicando a mesma metodologia.
Os resultados mostraram que aqueles que apresentaram um maior processamento de informações no estriado ventral, uma zona do cérebro que integra o circuito de recompensa, no primeiro exame, apresentavam um risco 50% superior de desenvolver sintomas depressivos.
“Encontramos uma conectividade de característica diferente, aumentada ou mais atividade, no cérebro daqueles que desenvolveram depressão após três anos, o que representou 9% dos analisados”, disse Pedro Pan, psiquiatra líder do estudo.

O que é o circuito de recompensa?

Segundo a revista VEJA, trata-se de uma área do cérebro que é ativada ao recebermos estímulos que provocam prazer, como por exemplo fazer sexo, ir às compras ou comer chocolate ou pelo uso de substâncias como álcool, drogas e cigarro.
No período da adolescência, esse circuito atinge o seu pico e é esse fator, associado a um córtex pré-frontal – região cerebral cuja principal função é regular o humor, o julgamento e o controle de impulsos – ainda em formação – que só amadurece por volta dos 24 anos -, uma das possíveis explicações do por que os adolescentes são extremamente impulsivos e reagem às situações mais intensamente. Esse pico também explicaria porque alterações de conectividade nessa região podem ser um marcador da doença nessas idades.
Relativamente ao estudo, Pedro Pan e a sua equipa pretendem continuar a acompanhar os jovens para entender se essa predisposição continua apontando assim de facto que esses indivíduos têm um maior risco de vir a sofrer de depressão.
Reconhecer que a depressão não é uma condição que desaparece por si só e que certamente não é sinal de fraqueza é uma necessidade e é algo que tem que se tornar cada vez mais real. No Centro de Ajuda, esta realidade é levada em conta, já que no leque de pessoas atendidas constam de ambos os sexos e de todas as idades. Por isso, se identificou algum dos sintomas citados na sua vida, não perca mais tempo e procure-nos para um atendimento. Ligue-nos para a nossa linha de atendimento gratuito 24h: 218 368 008 ou pelo whatsApp: 918 617 038

Fonte: notíciasaominuto.com

 

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